Prémio Compostela

"CÁNDIDO Y LOS DEMÁS", DE FRAN PINTADERA E CHRISTIAN INARAJA, VENCE O XI PRÉMIO INTERNACIONAL COMPOSTELA PARA ÁLBUNS ILUSTRADOS

A obra apresentada sob o lema "Cándido y los demás" ["Cândido e os outros"], escrita por Fran Pintadera e ilustrada por Christian Inaraja, foi a vencedora - por unanimidade - do XI Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, organizado pelo Departamento de Educação e Cidadania do Município de Santiago e pela KALANDRAKA. Os seus criadores receberão 9000 euros, como adiantamento de direitos de autor, e o projeto galardoado será publicado no próximo mês de novembro nas cinco línguas peninsulares.

O júri destacou a "variedade e qualidade" dos trabalhos apresentados ao certame, provenientes de 18 países, entre os quais figuram Itália, México, Brasil, Grécia, Grã-Bretanha, Portugal, Rússia, Argentina, Alemanha ou Canadá.

Sobre "Cándido y los demás" assinalou que nele se "valoriza o tratamento da diferença e a diversidade, o olhar de um mesmo para os outros, e dos outros para um mesmo". Também salientou a "contemporaneidade de linguagem e a universalidade temática, o seu estilo direto, coerente, circular e a sua riqueza gráfica, próxima do desenho atual".

Licenciado em Psicopedagogia, diplomado em Educação Social e técnico superior em Integração Social, Fran Pintadera (Las Palmas, 1982) é narrador oral, diretor de teatro social e escritor de literatura infantil. Participou nos principais festivais de narração peninsulares. A sua obra, publicada por várias editoras, foi selecionada pela Fundação Cuatrogatos e pela Fundação Germán Sánchez Ruipérez. Em 2017 recebeu o XIV Prémio de Poesia Infantil La Luna de Aire.

Christian Inaraja (Vic, 1972) dedica-se à ilustração editorial - com mais de uma centena de livros publicados - ao desenho de cartazes, para além de colaborar como desenhador com vários meios direcionados para o público infantil e juvenil. Participou em exposições tanto em Espanha como noutros países. É codiretor do Festival Europeu de Curtas-metragens de Reus, coordenador do departamento de ilustração na Escola de Arte ILLA de Sabadell, e esteve vinculado à direção da Associação Profissional de Ilustradores da Catalunha e do Conselho Catalão para o Livro Infantil e Juvenil.

O júri do XI Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados foi constituído pela ilustradora italiana Arianna Papini, pelo ilustrador e editor Miguel Ángel Fernández-Pacheco, pelo ilustrador Xosé Cobas, pelo vereador de Educação e Cidadania do Município de Santiago, Manuel Dios Diz, por Manuela Rodríguez em representação da KALANDRAKA e María Dolores Casás como secretária.

FINALISTA E MENÇÕES

Para além de eleger a obra vencedora do certame, e após uma longa deliberação, o júri declarou finalista o trabalho apresentado sob o lema "La ensartadora de lágrimas", das italianas Anna Pedron e Franca Perini. Trata-se de "um poema breve que fala da vida e da capacidade para transformar a dor em força positiva", apresentado com imagens "muito sugestivas e elaboradas".

Os membros do júri também acordaram conceder menções especiais às obras apresentadas sob os lemas "Ninguén coma min (autobiografía dun tirano)", de José Ignacio Chao Castro (Corunha) e Eva Sánchez Gómez (Barcelona), e "A cidade conta histórias", de Susana Maria Seixas Alves Matos (Lisboa).

O júri evocou em especial a figura e o legado literário do escritor Xabier P. DoCampo, face à sua perda muito recente, recordando com "reconhecimento e gratidão" a sua estreita colaboração com a organização do Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, enquanto membro do júri na primeira e na décima edições.

A convocatória para o Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados faz parte da Campanha Municipal de Animação à Leitura organizada pelo Departamento de Educação e Cidadania do Município de Santiago e pela KALANDRAKA desde há 18 anos. Com esta iniciativa pretende-se abordar a leitura, a ilustração e a escrita para o público infantil, para além de desenvolver a sua sensibilidade artística.

Ao longo das dez edições anteriores a quantidade de obras apresentadas ao Prémio Internacional Compostela ultrapassa os 3000 trabalhos. "Perto", de Natalia Colombo; "Um grande sonho", de Felipe Ugalde; "A família C", de Pep Bruno e Mariona Cabassa; "A viagem de Olaj", de Martín León Barreto; "Aves", de David Álvarez e Julia Díaz; "Mamã", de Mariana Ruiz Johnson; "Ícaro", de Federico Delicado; "Depois da chuva", de Miguel Cerro; "Uma última carta", de Antonis Papatheodoulou e Iris Samartzi; e "A horta do Simão", de Rocío Alejandro, são os títulos que fazem parte da história do certame.