Prémio Compostela

“EL PERRO DE MIMO”, DA AUTORA HÚNGARA MARIANN MÁRAY, VENCE O XII PRÉMIO INTERNACIONAL COMPOSTELA PARA ÁLBUM ILUSTRADO

O projeto apresentado sob o lema “Atrapamiradas”, dos barceloneses Marina Núñez e Avi Ofer, foi finalista

A escritora e ilustradora húngara Mariann Máray foi a vencedora do XII Prémio Internacional Compostela para Álbum Ilustrado com o projeto apresentado sob o lema “El perro de Mimo” [“O cão de Mimo”]. O certame, organizado pelo Departamento de Educação e Cidadania do Município de Santiago e pela KALANDRAKA, tem um valor pecuniário de 9000 euros e implica a publicação da obra nas cinco línguas peninsulares.

O júri, formado pelos especialistas em Literatura Infantil e Juvenil, Nazaré de Sousa e José Morán; pelos ilustradores Noemí Villamuza e Xosé Cobas; pela diretora editorial da KALANDRAKA, Manuela Rodríguez; e pelo vereador da Educação e Cidadania do Município de Santiago, Manuel Dios, destacou que “El perro de Mimo” [“O cão de Mimo”] sobressai pela “sua atrevida aposta plástica, reforçada pela multiplicidade cromática, próxima da estética naïve e do mundo da infância”. Também valorizou “a coerência do seu discurso narrativo, tanto textual como gráfico”.

 

 

A autora é licenciada em Artes Aplicadas pela Universidade de Moholy-Nagy e especialista em comunicação visual. Estudou língua e literatura italiana na Universidade de Budapeste e tem trabalhado como ilustradora de livros para o público infantil. Já publicou inúmeras obras, desde 2009, para além de participar regularmente em diversas exposições. Em 2017 foi selecionada para a Bienal de Ilustração de Bratislava e para a exposição de ilustração da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha. Nesta última foi finalista do concurso Silent Book em 2019.

Ao XII Prémio Internacional Compostela para Álbum Ilustrado apresentaram-se perto de 300 trabalhos provenientes de 24 países, entre os quais, França, Itália, Inglaterra, Portugal Grécia, Dinamarca, Irlanda, Rússia, Polónia, Emirados Árabes Unidos, China, EUA, Equador, Colômbia, Chile e México, entre outros.

Para além da obra vencedora, o júri elegeu como finalista o projeto apresentado sob o lema “Atrapamiradas”, de Marina Núñez Monterroso e Avi Ofer, de Barcelona, e recomendou a sua publicação “pelo valor contemporâneo da sua temática e pela reflexão sobre o uso das novas tecnologias a partir de um ponto de vista humorístico”.

De uma forma geral, o júri do XII Prémio Internacional Compostela para Álbum Ilustrado salientou a “variedade e riqueza temática e plástica” dos trabalhos recebidos, entre os quais se destacava “a preocupação ética pelos valores humanísticos”.

 

 

Para Nazaré de Sousa, “a literatura para crianças atravessa um bom momento com tantas obras maravilhosas”, entre as quais o álbum vencedor que “muito enriquece este Prémio Compostela”. Neste sentido, Noemí Villamuza elogiou a “valentia e precisão” da aposta artística de Mariann Máray, com uns originais que “são uma delícia”; tendo Xosé Cobas explicado que se trata de um trabalho “atrevido por aplicar a técnica pictórica sobre um suporte preto”. 

 

Tanto “El perro de Mimo” [“O cão de Mimo”] como “Atrapamiradas”, segundo José Morán, têm em comum o facto de abordarem a importância do afeto e a falta de atenção para com os mais pequenos: “A vencedora, pela ternura e pelo carinho nutridos por um animal de estimação, e a finalista, pela falta de atenção concedida às crianças, através do olhar distraído dos adultos, que veem a vida nos ecrãs dos telemóveis”. 

 

A obra de Mariann Máray será publicada em novembro deste ano e a KALANDRAKA irá difundi-la nas principais feiras do livro, tanto estatais como internacionais, para além de contribuir para a difusão do Prémio Internacional Compostela para Álbum Ilustrado. A convocatória deste certame faz parte da Campanha Municipal de Animação à Leitura promovida pelo Departamento de Educação e Cidadania do Município de Santiago e pela KALANDRAKA há já 19 anos. Com esta iniciativa pretende-se aproximar a leitura, a ilustração e a escrita ao público infantil, para além de desenvolver a sua sensibilidade artística.

 

Nas onze edições precedentes foram premiados “Perto”, de Natalia Colombo; “Um grande sonho”, de Felipe Ugalde; “A família C”, de Pep Bruno e Mariona Cabassa; “A viagem de Olaj”, de Martín León Barreto; “Aves”, de David Álvarez e Julia Díaz; “Mamã”, de Mariana Ruiz Johnson; “Ícaro”, de Federico Delicado; “Depois da chuva”, de Miguel Cerro; “Uma última carta”, de Antonis Papatheodoulou e Iris Samartzi; “A horta do Simão”, de Rocío Alejandro; e “Cândido e os outros”, de Fran Pintadera y Christian Inaraja.